Dois mil e quinze pode não ter sido um ano tão incrível como eu queria, mas dada minha capacidade e coragem de fazer coisas incríveis, foi melhor do que esperado (se isso faz algum sentido).
Comecei o ano me mudando mais uma vez pra um lugar novo. Me sinto nômade desde pequena, acho que nunca morei em um só lugar por mais de três anos. Mas o fato de estar me mudando sozinha para outro lugar dentro de um país estranho e ter que resolver tudo sozinha foi um pouco desesperador. Joga tudo dentro da mala e vai!
E assim cheguei em Mankato:
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| Lyons Park: melhor lugar! |
Em Mankato eu me permiti viver tudo o que pude. Aproveitei o máximo todos os fins de semana, me aventurei pelo Tinder (americanos <3), fiz o que quis sem me preocupar com o julgamento alheio. Minha playlist ficou lotada de música pop e hip hop; Break Free da Ariana Grande virou hino. Me apaixonei, sofri, depois fui feliz, mesmo que só por um mês. Pensei mil vezes em mil maneiras pra poder ficar lá e nunca mais voltar pro Brasil. Daí a realidade bateu na minha porta e tive que partir pra Davis na Califórnia pra cumprir os dois meses de estágio. As duas semanas que antecederam minha ida foram as melhores e piores possíveis. Mais uma vez tive que entrar num carro em direção ao aeroporto, e entre lágrimas e promessas que nunca serão cumpridas eu disse o adeus mas difícil até hoje.
Cheguei na sonhada Califórnia em pleno verão, mas a dor de cotovelo não me deixou.
Dois meses trabalhando numa pesquisa, morrendo de calor, morando com pessoas estranhas e passando perrengue pra viajar no pouco tempo que restava. San Francisco, Los Angeles, Berkeley, show do Death Cab for Cutie. Nada foi suficiente pra Califórnia ganhar meu coração. Eu só queria a vida pacata e o verão ameno de Minnesota.
E daí o fim do intercâmbio chegou. Brasil de novo, tudo velho. Amigos, rotina, hábitos, problemas. É chato ser a pessoa que acabou de chegar do intercâmbio. Seus amigos não querem nem ouvir falar de nada. Falar de qualquer experiência que você teve fora faz as pessoas rolarem os olhos. Acho que se esquecem você passou um ano vivendo em um lugar diferente, não no vácuo. É difícil, mas nada que um semestre estudando inferência loucamente não resolva. A pior parte é definitivamente voltar.
Quando eu acho que o ano já deu o que tinha que dar, faço merda. Não uma merda tão grande (na minha percepção), mas vai saber os reais motivos que levam uma pessoa a se magoar tanto com você? Assumi a merda e pelo visto perdi uma amiga, por alguém que não vale um centavo. Eu só sei que já vivi coisa o suficiente pra ficar mendigando amor, amizade, seja lá o que for. Quer, ótimo; não quer, melhor ainda. Acho que assim que você descobre mais rápido quem é pra ficar na sua vida ou não.
2015 marcou. Parece que foram dois anos dentro de um só. Espero que 2016 seja um ano tão bom quanto, com um pouco menos de drama!